Postado por Karen

Você está grávida sim. Olha, tem dois risquinhos!

Foi com esta frase que a jornada mais incrível da minha vida se iniciou. Na hora passou tanta coisa pela minha cabeça, afinal eu tinha apenas 17 anos, mas não recordo de pensamentos negativos. Éramos apenas nós três ali. Eu, meu namorado (hoje maridão, que  AMO demais) e aquela fitinha do teste de farmácia com dois risquinhos confirmando que seríamos pais.

Na primeira ultrassonografia, meu bebê era só um grãozinho em um fundo escuro. E o médico dizia: “Está vendo? Ali!”. Eu nem sabia se estava vendo mesmo mas tinha certeza que as coisas iriam ser diferentes.

E era o grãozinho mais lindo e amado do mundo. Acho que fui entender direito que eu era mãe na primeira vez que ouvi o coração do bebê. E era o som daquela batida que eu iria dançar agora, tudo no compasso dele.

Aquela espera de meses, de repente, se tornou tão mais longa entre idas e vindas do hospital, finalmente chegou a hora de conhecer meu menino!

No dia 04 de Outubro de 2003 estava ali internada e a espera da chegada do meu grãozinho! Foram horas de trabalho de parto… Quando, através de um exame, o médico constatou que o meu bebê já estava passando da hora de nascer, nesse momento a ansiedade tomou conta de mim e os minutos que se passaram foram os mais demorados da minha vida, depois de longos 20 minutos e uma correria insana, finalmente fomos para a cirurgia… Alguns minutos depois e … unhééé… Era o choro do meu menino mostrando que chegou!

Eu queria rir, chorar, falar, cheirar o meu bebê. Eu queria logo ser mãe dele. Acho que esperei a vida toda por este momento.

Tudo mudou desde então…
Tem um texto que se encaixa bem neste pedacinho da minha estória:

“Me disseram que ter um filho e, consequentemente, abrir mão da bagunça, iria ser difícil. Que encarar uma sociedade hipócrita, por ser mãe tão nova, ia me pedir forças infinitas. Me falaram das dores do parto, do corpo diferente depois, das noites mal dormidas e da juventude perdida. Mas nunca me contaram que o difícil mesmo seria ter que ir para vida, tentar ganhar o mundo e não poder ficar com esse pedacinho de mim 24h por dia; que cada sorriso que eu ganhasse dele valeria mais que uma balada, beijos sem emoções e bebidas que, no dia seguinte, não são boas recordações. Não me contaram que esse cheirinho de bebê impreguina na alma e que ficar sem ele, nem que seja só pra comprar alguma coisa pra comer, iria doer mais que a própria fome… Agora eu sei porque nunca gostei de ouvir… As pessoas falam muito, criticam demais. Por isso temos sempre duas opções: reclamar ou simplesmente ser feliz. Eu escolhi ser feliz…”

É isso aí eu escolhi ser Feliz e depois de 7 anos Deus escolheu multiplicar a minha Felicidade e depois de 3 anos mais um presentinho!!! A sensação de ser Mãe novamente é a mesma, com mesma intensidade, com o mesmo amor, com a mesma ansiedade… Dizem que amor de Mãe, quando vem outro Filho, se divide… Mas para mim este Amor se Multiplicou!!!

Hoje quando me perguntam, como você se define, eu, com muito orgulho respondo:
EU SOU A MAMÃE DO MARCUS DE 13 ANOS, DO LÉO DE 7 ANOS  E DO DAVI DE 4 ANOS… Eles são Minha Alegria, Minha Vida, Meu Tudo!!!

Com Certeza Essa é Minha Melhor Definição!

E assim eu me tornei Mãe…

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